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As Perspectivas econômicas
para o governo Lula
Giácomo Balbinotto Neto*
O objetivo deste artigo é o de discutir, muito brevemente,
quais são as perspectivas econômicas para do
novo governo eleito o governo Lula, destacando
os principais problemas a serem enfrentados em termos de estratégia
econômica.
Em primeiro lugar, devemos destacar que o novo governo eleito
possui um capital político invejável para o
início do seu governo, visto que obteve mais de 50
milhões de votos válidos, a maior votação
registrada na história ocidental e uma maioria dos
votos em termos proporcionais. Além disso, embora seu
partido não tenha maioria na Câmara e no Senado,
é a maior bancada no legislativo. Contudo, apesar de
não ter maioria Congresso, as articulações
políticas que estão sendo feitas antes da posse
são no sentido de obter um forte apoio e sustentação
para as políticas que serão implementadas. Neste
sentido, o Presidente eleito tem buscado apoio em políticos
tidos como adversários anteriormente, tais com Antônio
Carlos Magalhães e José Sarney. No campo internacional,
a eleição também recebeu apoio nos principais
países europeus, na América Latina e pelos Etados
Unidos. Por fim, os principais órgãos financeiros
internacionais, como o Banco Mundial, o FMI e a comunidade
financeira internacional não mostraram nenhum sobressalto
com sua eleição, tendo em vista suas declarações
até o momento. Este capital político, contudo
deve ser, em nosso entender, imediatamente utilizado pelo
novo governo para enfrentar os principais problemas econômicos
do país tanto no curto como no longo prazo.
Do ponto de vista econômico, o governo terá
que enfrentar significativos desafios e mudanças estruturais
para voltar a crescer e atrair novos investimentos. Segundo
a Heridage Foudation, o Brasil se encontra atualmente
na 72° posição em termos de liberdade econômica
num total de 156 países. Para que o país volte
a crescer e atrair novos investimentos é necessário
que exista liberdade econômica, preços estáveis
e respeito aos direitos e propriedade e contratos livremente
firmados. Entre mudanças mais prementes e esperadas
estão a da previdência social e a tributária.
Estas reformas, além e permitirem ao governo obter
um superávit primário consistente ao longo do
tempo criam um ambiente de credibilidade externa e abrem espaço
para gastos na área social onde são realmente
necessários, tais como educação e saúde.
A definição destas duas reformas como prioritárias,
longo no inicio do governo iria ajudar a reduzir o risco
Brasile aumentar o fluxo de investimentos externos.
Um outro aspecto importante no novo governo é o simplificar
o sistema tributário e o de realizar um reforma do
sistema judiciário que o torne rápido e suas
decisões consistente a fim de que os contratos firmados
possam ser compridos e respeitados. Além disso, o governo,
logo no seu inicio deve tornar e inequívoca sua intenção
comprometimento com a austeridade fiscal e a manutenção
das metas inflacionários. Caso isto não ocorra,
as perspectivas para a retomada do crescimento serão
muito pequenas e amargaremos mais um período de estagnação.
Prof. Economia UFRGS
 
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