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Discurso V Fórum Universidade Empresa
Boa
noite,
Cumprimento as autoridades presentes, os senhores representantes
de entidades, os senhores empresários, representantes
da imprensa, o corpo docente e discente dessa universidade
e a todos que nesta noite se fazem presentes no "V Fórum
Universidade Empresa de Porto Alegre".
Agradeço a nossos ilustres palestrantes e mediador
por sua atender a nosso convite, transmitindo a grande satisfação
que o IEE e a FIJO tem de recebê-los aqui hoje. Aproveito
a oportunidade para agradecer a equipe da Fundação
Irmão José Otão e a meus colegas de diretoria
no IEE por sua dedicação em empreender este
projeto.
Este evento foi criado em 1999 com o fim de proporcionar
aos estudantes universitários um contato mais próximo
com o mercado de trabalho. Empresários, políticos,
filósofos e escritores são alguns dos palestrantes
que já estiveram neste teatro debatendo idéias
para que todos nós possamos crescer como profissionais
e cada um forme suas próprias conclusões sobre
os assuntos tratados.
A situação pela qual passa nosso país,
de recessão e estagnação, instiga os
mais diversos setores da sociedade a realizar alguma ação.
O instituto de estudos empresariais, compartilhando com a
fundação irmão José Otão
estas mesmas aflições, decidiu trazer sua contribuição
através deste evento. Com o intuito de incentivar a
todos os senhores aqui presentes a também fazerem a
sua parte para construir um país melhor.
O empreendedor é uma peça fundamental neste
processo, no entanto é de suma importância que
se entenda que empreendedor não é somente aquele
que abre seu próprio negócio. Nosso conceito
de empreendedor é o de pessoas que tragam inovações,
seja na esfera pública ou privada, seja no seu próprio
negócio ou como executivo, seja como médico,
dentista, publicitário, engenheiro ou advogado.
No dicionário a palavra empreendedor significa aquele
que empreende; ativo; arrojado. E empreender é tentar,
propor-se, deliberar-se, por em execução. E
é exatamente isto que nosso país precisa hoje,
de pessoas que inovem que arrisquem que busquem e ofereçam
soluções. Como já foi dito aqui mesmo
neste evento no ano passado, está na hora do estudante
parar de se perguntar quem vai lhe dar emprego, e sim questionar
quantos empregos poderá gerar quando deixar a universidade
seja qual for a carreira que escolher. Assim, neste ano, trouxemos
à discussão o tema: "o que todos deveriam
saber sobre empreendedorismo".
Todos nascemos empreendedores. Todos somos levados desde
pequenos a assumir riscos. a enfrentar desafios. Mas conforme
vamos crescendo, seja por proteção daqueles
que nos querem bem, ou mesmo por puro e simples comodismo
vamos nos acostumando a uma rotina, vamos deixando de abrir
novos caminhos e isso não pode acontecer.
Para agirmos como pessoas empreendedoras precisamos de quatro
ações:
A primeira é sonhar: ter vontade de realizar algo,
e visualizar o alcance de nossos objetivos. A segunda é
inovar: buscar incessantemente melhorar, encontrar novos caminhos.
A terceira é ousar: ter coragem de assumir riscos e
fazer sacrifícios e também é fundamental
perseverar, ter tenacidade, ter fogo, insistir até
o fim, e, se não conseguir de um jeito, faça
de outro, mas faça acontecer.
Seneca disse: "não há vento a favor para
o homem que não sabe para que porto vai", o que
mostra a importância do sonho, do objetivo. Mas Lars
Grael disse uma outra frase: "para quem sabe para onde
vai, até o vento contra leva ao lugar certo".
E esta frase mostra a importância da coragem e da perseverança.
Segundo dados da GEM (Global Entrepreneurship Monitor) o
Brasil tem 13,5% de sua população adulta envolvida
em alguma atividade empreendedora, estando em sétimo
lugar num ranking que considera as 37 maiores economias do
mundo que compreende 2/3 da população e 92%
do pib mundial. Mas o Brasil é um oceano com muitos
ventos contra, segundo essa mesma pesquisa, somos o trigésimo
quarto colocado em condições favoráveis
aos empreendedores. O que significa que nosso país
não é competitivo no fomento a novos negócios.
E mais, isso significa que as barreiras impostas para nós
são muitas, nossa carga tributária, por exemplo,
é um tema que está em grande discussão
e sem dúvida nenhuma é um dos grandes ventos
contra que existem. Se a proposta de reforma for aprovada
como prevê o texto em questão, não poderemos
nem chamar de retrocesso, pois se retrocedêssemos na
reforma voltaríamos a uma carga de 24% do PIB como
era há alguns anos atrás ao contrário
de saltarmos para quase 41%.
O desafio é grande, buscar uma maneira de nos mantermos
competitivos e acesos frente a tantas barreiras e dificuldades.
Mas o verdadeiro espírito do empreendedor e das pessoas
de sucesso é incansável. Não espera que
os outros, um ente qualquer, ou mesmo que o governo venha
resolver os seus problemas, mas sim, busca soluções
e deixa que sua contribuição para a sociedade
seja uma conseqüência do seu sucesso individual.
Bom evento a todos.
Luiz Eduardo Fração
Presidente IEE

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