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Edição Nº 42- 22 de setembro de 2003
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"A liderança só de palavras não vale. A palavra tem que acompanhar o ato"
Entrevista com:
Carlos Alberto Renck
Formado
em Engenharia Mecânica com pós-graduado em Marketing pela Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Carlos Renck fez seu MBA em Administração
pela Krannert University. Atualmente, é o Presidente das Operações
Latino-Americanas da Carrier, após ter desempenhado a função
de gerente de produção entre outros cargos dentro da empresa.
Renck participou como palestrante durante o III Fórum Universidade-Empresa
em Santa Maria. Leia a entrevista realizada com ele sobre o
tema da Liderança.
Equipe Editorial: De que forma as empresas
podem trabalhar na formação das lideranças?
Carlos Alberto Renck: São três componentes
que permitem que isso ocorra: componentes de treinamento, educação
e prática, na qual as novas lideranças irão se inspirar nas
ações realizadas por profissionais já experientes. Assim se
forma novos líderes, com treinamento para que possam entender
e desenvolver a tarefa, com educação para que sejam pessoas
críticas e, ao mesmo tempo, intuitivas e com a prática, para
que esse treinamento possa ser passado a diante.
Equipe Editorial: De que forma a Carrier
trabalha a formação e a capacitação das lideranças?
Carlos Alberto Renck: Nós temos um programa
de ensino, na área da educação, que dá a todos os funcionários
a oportunidade de cursar qualquer programa, incluindo curso
superior e mestrado nas áreas que lhes interessam, tudo custeado
pela empresa. E temos muitos programas de trabalho que visam
instrumentalizar os nossos funcionários com o que eles necessitam:
práticas que não existem no ambiente acadêmico.
Equipe Editorial: E como presidente da
empresa, de que forma o senhor exerce o cargo de líder?
Carlos Alberto Renck: É mais pelo exemplo que
qualquer outra coisa. A liderança só de palavras, não vale.
A palavra tem que acompanhar o ato. Dizer alguma coisa e agir
de acordo com aquilo que falo. Os cuidados que tomo são saber
que sempre estou tratando com pessoas. Normalmente, quem está
em uma situação superior, esquece seu papel. Como diz um amigo
meu: "quem bate esquece, quem apanha lembra". O cuidado que
temos que tomar é nesse sentido.
Equipe Editorial: É possível ensinar alguém
a ser líder?
Carlos Alberto Renck: Eu acho que sim. É claro
que existem certas características que algumas pessoas já nascem,
características estas que facilitam essa liderança.
Entrevista realizada pela equipe editorial da Enfato
Comunicação Empresarial com exclusividade para a Revista Leader.

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