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Palavra do Presidente

O terceiro setor

O terceiro setor tem sido capaz de sensibilizar uma legião de voluntários no mundo inteiro a cada ano. Mas especialmente em nosso país onde as diferenças sociais e a pobreza de grande parte da população são tão gritantes, a importância destas instituições cresce ainda mais. Dados da Johns Hopkins University mostram que em nosso país existem cerca de 220.000 instituições beneficentes que prestam atendimento à aproximadamente 40 milhões de pessoas e contam com mais de 10 milhões de voluntários.

O apoio espontâneo e massivo das mais diversas camadas da sociedade tem acompanhado o avanço do setor, mostrando que a sociedade cansou de esperar soluções prontas do governo e está disposta a colocar a mão na massa e fazer à sua maneira. Estas organizações espontâneas da sociedade civil têm se mostrado extremamente eficientes em suas iniciativas. A cada dia aparecem mais e mais exemplos de sucesso de organizações, como a Parceiros Voluntários, que apresenta resultados fantásticos de suas ações.

No entanto, em primeiro lugar é preciso entender que a única forma de manter estes projetos é através da contínua geração de riqueza, ou em outras palavras o lucro. Sem o lucro da iniciativa privada não existirão meios de sustentar estas ações.

Outra fonte de renda dos órgãos do terceiro setor é o próprio governo que usa o dinheiro que arrecada em impostos. A questão do apoio governamental pende justamente no caminho nebuloso e burocrático que os recursos do contribuinte tem de passar para ir de sua mão para os cofres públicos para só então ser repassado às instituições. Não seria muito mais simples, barato e rápido se os recursos pudessem ir direto das mãos do contribuinte para as instituições? E não seria muito mais recompensador se esta doação fosse espontânea?

Enfim, se menos recursos fossem tirados da sociedade na forma de impostos, se menos recursos fosses desviados da sociedade para privilégios e projetos inócuos, certamente teríamos um terceiro setor ainda mais forte e atuante em nosso país e poderíamos assistir a um avanço positivo na diminuição das diferenças sociais e na diminuição da pobreza.

Boa Leitura!
Luiz Eduardo Fração
Presidente IEE

 

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