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Edição Nº 47 - 26 de Fevereiro de 2004
Artigo
RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS COMO FORMA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

* Joal Teitelbaum


Sabem todos aqueles que, em suas ações, buscam construir fortalezas e não paliçadas que desenvolvimento econômico e social são pratos de uma mesma balança ou componentes de um mesmo sistema de forças.

A convergência de forma equilibrada destas duas forças conduzem ao desenvolvimento harmônico, quer seja de uma empresa ou de um país.

Assim como a qualidade, a produtividade e a competitividade devem ser considerados pré-requisitos na estruturação de uma empresa, assim também o é a responsabilidade social. O verdadeiro empreendedor tem para sua empresa a mesma visão que por, exemplo, Einstein teve em relação as suas descobertas que mudaram os rumos da humanidade no século XX, qual seja, da mesma forma como afirmava o eminente cientista de que "a vida nos devolve exatamente aquilo que a ela dermos", assim é com as nossas empresas: "os resultados obtidos serão na razão direta dos processos que aplicarmos".

E entre estes processos um dos fundamentais é o da responsabilidade social. O planejamento estratégico de uma empresa deve ter seu foco voltado fortemente para a gestão de pessoas e o ambiente. Se assim não o for, por mais avançada que seja a gestão de processos operacionais para o seu produto, sua sustentabilidade será caracterizada por instabilidades com manifesta perda de mercado e tendência ao desaparecimento. É com a responsabilidade social que se produz uma verdadeira distribuição de renda e a melhoria continuada do padrão de vida dos colaboradores e do meio em que atua uma empresa. Há uma passagem na vida de George Bernard Shaw que bem evidencia este conceito.

Este famoso dramaturgo inglês identificado pela etiqueta em sua mala pelo motorista que o conduzia, foi questionado porque em sendo rico, famoso e se dedicar a um melhor equilíbrio social, não distribuía sua riqueza entre os menos afortunados. Shaw de imediato concordou com seu interlocutor e pondo a mão no bolso, tirou umas moeda e dando-a ao motorista, disse-lhe: "tens aqui a parte da minha fortuna que te pertence".

Ao exercer sua responsabilidade social com seus colaboradores, com as pessoas e o meio a empresa exerce esta função de produzir e distribuir renda, ensinando a pescar e não simplesmente dando o peixe, da mesma forma preservando o ambiente e reduzindo o desperdício, formando um sistema de forças que conduz à melhoria da qualidade, a maior competitividade e constrói uma corrente onde todos os elos têm a mesma e elevada resistência, pois que uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco.

Mas responsabilidade social não são meras palavras. São ações e ações concretas e que contemplem os colaboradores diretos de todos os níveis, os terceirizados, aqueles que deles dependem, a sociedade em que participamos e o ambiente, tendo-se presente que os anseios humanos são infinitos mas os recursos naturais são finitos.

A responsabilidade social é o instrumento que alavanca e consolida o desenvolvimento econômico e este é o rumo que estamos seguindo embasados no aprendizado colhido no Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade, no Movimento Brasil Competitivo e na Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade e que outorgou aos nossos processos de gestão a referência de classe mundial.

Cartesianamente, em uma única frase: a responsabilidade social embasada em processos de gestão de pessoas e ambiental, somada à responsabilidade na produção, conduzirá de forma harmônica ao desenvolvimento auto-sustentável.

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Joal Teitelbaum
engenheiro, diretor-presidente do Escritório de Engenharia Joal Teitelbaum, detentor do Prêmio Nacional da Qualidade da FPNQ e de todos os níveis do PGQP. Preside também o Comitê das Rotas de Integração da América do Sul, CRIAS, e a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Chile


 

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