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Edição Nº 48 - 26 de Março de 2004
Palavra do Presidente

desenvolvimento

Vimos nosso país encolher em 2003, e justamente em um ano em que muitos brasileiros depositaram muita esperança e expectativa. Não só o país encolheu economicamente, mas o poder aquisitivo da sociedade como um todo diminuiu muito. Muitas empresas passaram a enfrentar sérias dificuldades ao mesmo tempo em que o governo mais uma vez fez crescer os tributos e a arrecadação.

Conhecemos muito bem as potencialidades da nossa nação, as riquezas naturais, nosso solo, nosso patrimônio hídrico que se torna cada vez mais estratégico, o povo reconhecidamente esforçado e empreendedor, entre uma gama imensa de virtudes que poderíamos ainda citar. No entanto mesmo com todos estes fatores, nosso país parece nunca encontrar o caminho para o desenvolvimento econômico e social.

Por isso continuamos a ser o país do futuro, uma promessa que nunca se realiza.

Onde estamos errando?

Bem, enquanto tivermos uma carga tributária que tolhe o poder de re-investimento das empresas e da sociedade em geral, uma taxa de juros que torna os empréstimos inviáveis e uma máquina estatal inchada não encontraremos nunca este caminho.

Empreender no Brasil é uma atividade de altíssimo risco, somos um país em que as regras do jogo estão sempre mudando e acabam com qualquer previsibilidade que é um fator decisivo para o planejamento das empresas. Importante ressaltar que sem empreendedores não há geração de riqueza e portanto não pode haver crescimento.

Boa leitura.


Luiz Eduardo Fração
Presidente IEE

 
 

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