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Edição Nº 49 - 23 de Abril de 2004
Painel I

O que se entende por desenvolvimento

No primeiro painel, a ministra da economia da Nova Zelândia de 1990 a 1993, Ruth Richardson, destacou as reformas que levaram o seu país a ganhar o reconhecimento da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD) como desenvolvido, graças ao crescimento econômico atingido e pela redução da taxa de desemprego atingidas após as reformas que realizou enquanto estava no governo. Entre elas, a criação de um Banco Central independente, a desregulamentação dos contratos de trabalho, a livre flutuação do câmbio e a redução do Estado, com a saída de metade do quadro do funcionalismo público.

O filósofo Denis Rosenfield fechou o primeiro painel com a defesa de uma mudança na mentalidade do brasileiro, definindo o desenvolvimento como “a livre vazão de energias individuais”, caracterizadas pela criatividade e pelo trabalho. A ética, para ele, parte do indivíduo e não de organizações partidárias. “O Waldomiro Gate demonstra que nenhum partido tem monopólio da moralidade. Isso é algo que pertence à opinião pública”, afirmou. Além disso, a falta de instituições sólidas, voltadas para o futuro, não permite, segundo Rosenfield, condições para o desenvolvimento.

Por: Enfato Comunicação Empresarial

 

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