O
Desafio dos Blocos Econômicos
A necessidade da expansão de mercados pelos brasileiros
foi a constatação do debate que abriu o segundo
dia do Fórum.
A experiência chilena em tratados de livre comércio
e os desafios para avanço do Brasil em blocos econômicos
orientaram os debates do painel “O desafio dos Blocos
Econômicos”, primeiro na manhã do dia
6 de abril. O economista chileno Felipe Larraín e
o ministro das Relações Exteriores de 1995
a 2001, Luiz Felipe Lampreia, foram os painelistas.
A participação do comércio internacional
no PIB mundial dobrou, de 25% para 50%, entre 1960 e 2004.
Com esse número, Felipe Larraín abriu sua fala,
demonstrando como fator para isso a redução
de custos como frete e comunicações (em torno
de 99%) nos últimos 80 anos. Em sua apresentação,
demonstrou o exemplo do Chile em tratados de livre comércio.
Segundo ele, a meta de qualquer país deve ser buscar
mercados maiores e diferenciados, e assim impulsionar as
exportações, o combate a problemas sociais
e o desenvolvimento. “O futuro do Brasil não
está apenas no Mercosul, mas em outros mercados mundiais,
como Índia e China, além de Estados Unidos
e União Européia, que correspondem a 70% do
comércio no planeta”, explicou.
Essa busca por outros locais para comercializar, também
foi defendida pelo ministro das Relações Exteriores
de 1995 a 2001, Luiz Felipe Lampreia. “O Mercosul é a
principal aposta do nosso país, mas não pode
ser a única. É um bloco precário por
envolver países com muitas disparidades entre si principalmente
na questão do desenvolvimento e da conjuntura econômica”,
comentou. Por isso, disse que o Brasil não pode perder
a oportunidade que a Área de Livre Comércio
das Américas (Alca) oferece, ao proporcionar acesso
ao mercado norte-americano. Lampreia adiantou que, em recente
reunião em Bruxelas, na Bélgica, percebeu um
grande interesse por parte da União Européia
em fechar acordo comercial com o Brasil nos próximos
meses. O primeiro passo será dado em reunião
no dia 15 de abril.
Por: Enfato Comunicação Empresarial

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