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Cultura
e Desenvolvimento
O painel Cultura e Desenvolvimento iniciou com o escritor
Eduardo Bueno dando um panorama de toda a história
do Brasil, passando pela colonização do país,
pela relação dos franceses e portugueses com
os indígenas e pelo primeiro projeto cultural do Brasil,
planejado pelo padre Manoel de Nóbrega. Bueno falou
também sobre a boa relação que os franceses
tinham com os indígenas, fazendo com que Portugal
rapidamente iniciasse a ocupação. “O
Rei de Portugal ocupou Salvador bem depressa, pois tinha
medo que os franceses viessem a fazê-lo, já que
eram os maiores beneficiados com o pau-brasil”, explica
ele.
Na segunda parte do painel, Olavo de Carvalho foi diversas
vezes aplaudido, tratando da cultura do povo brasileiro e
da fascinação do mesmo pela inutilidade. “Precisamos
colocar na cabeça que cultura é aprimoramento,
e dedicarmos nossa existência a isso. Estamos em uma
etapa onde sambista é Ministro da Cultura e a presença
dele lá é erro nosso”, desabafa ele.
Carvalho disse, ainda, que para reconstruirmos uma nova
cultura, seria necessário a destruição
da atual e uma conscientização de toda a sociedade. “A
cultura atual é dividida em três coisas: o lado
lúdico, o produto comercial e a propaganda política.
Não sou contra nenhum deles, mas esse tipo de cultura
torna-se deprimente, nos fazendo cultivar constantemente
as ‘ninharias’”, complementa.
“Resolvemos todos nossos problemas e depois tratamos
de ficar inteligentes”. Foi assim que Carvalho definiu
a noção de cultura do povo brasileiro. “Essa
noção existe há muito tempo. E o mais
preocupante é que ela não existe apenas socialmente,
mas também, na alma da gente”, finalizou.
Por: Enfato Comunicação Empresarial

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