Redução
de impostos, ética dos governantes e os caminhos
para o desenvolvimento dominam os debates no primeiro
dia
No discurso de abertura o presidente do IEE, Luiz Eduardo
Fração, explicou a escolha do tema desenvolvimento
por 2003 ter sido um ano de muitas expectativas que foram
frustradas. “Não só o país encolheu
economicamente, mas socialmente também, com uma drástica
e contínua redução de seu poder aquisitivo”,
destacou, citando dados do IBGE que demonstram a queda de
14% do rendimento real do trabalhador frente ao custo de
vida que dobrou. Para ele, é conseqüência
da má distribuição de renda, da falta
de ensino e da incapacidade de auto-sustentação,
mesmo com os impostos existentes.
Esse seria um dos três fatores que emperram o desenvolvimento
para o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto. “A
reforma tributária de que necessitamos não
pode punir a produção e inibir à exaustão
o consumo interno, desconhecendo a necessidade de formar
poupança e gerar demanda dentro do mercado nacional
de um país como o nosso, e que evite a sonegação”,
criticou. Os outros dois fatores que emperram os avanços,
na opinião do governador do Estado, são a cultura,
a falta da valorização de práticas morais,
e a ausência de bons instrumentos políticos.
IEE promoveu a entrega do Prêmio Libertas e de homenagem à patronesse
da mostra Poliorama
Durante a primeira noite de evento, também houve
a entrega do Prêmio Libertas, um reconhecimento a uma
liderança que represente a livre iniciativa. A escolha é feita
pelos associados do IEE em votação. Neste ano,
o homenageado foi o advogado Ricardo Ranzolin, ex-diretor
do IEE e atual presidente do Instituto Liberal do Rio Grande
do Sul. Além dele, Andréa Druck, patronesse
do espaço cultural do Fórum, o Poliorama, também
foi homenageada. Na ocasião, foi apresentado o curta-metragem
produzido pelo IEE, “O Mundo na Ponta do Lápis”,
mostrando como, a partir do exemplo da produção
de um lápis, a globalização afeta o
cotidiano.
Por: Enfato Comunicação Empresarial

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