| Workshops
paralelos do Fórum abordam ALCA, o papel do governo
nos países desenvolvidos e os motivos do subdesenvolvimento
brasileiro
Após participar de um painel do XVII Fórum
da Liberdade pela manhã, o economista chileno Felipe
Larraín voltou ao palco do evento para apresentar
o workshop “Livre mercado das Américas: resultados
e perspectivas”, como foco os desdobramentos e perspectivas
da ALCA. Os países que conduzem a liderança
do bloco, Brasil e Estados Unidos, apresentam muitas diferenças
entre si, dificultando assim a afirmação do
acordo. Segundo Larraín, a data limite para implementar
a ALCA não será cumprida em dezembro de 2005,
devido às dificuldades enfrentadas pelos países
membros em chegar a um acordo flexível. Larraín
afirmou que a Área de Livre Comércio das Américas
pode se tornar a mais importante área econômica
do mundo. Segundo ele, os dados comprovam que ela pode ser
potencialmente mais forte do que a União Européia,
levando-se em conta o Produto Interno Bruto (PIB) dos dois
blocos. A falta de parceria entre os países latino-americanos
e da América do Norte, prejudica as exportações.
Para ele, se houvesse uma integração maior
entre os países, o número de exportações
aumentaria consideravelmente.
O fundador e presidente do The Future of Freedom Foundation,
o norte-americano Jacob Hornberger, e o filósofo Denis
Rosenfield, debateram no workshop o tema “O papel do
governo nos países desenvolvidos”, mediados
pelo diretor de redação do jornal Zero Hora,
Marcelo Rech. Hornberger comentou a proposta de um estado
mínimo, cuja função é cuidar
das pessoas que abusam de sua liberdade e para controlar
disputas. A quantia de impostos necessária para pagar
o governo deveria ser calculada, segundo ele, após
a definição de funções do Estado. “Isso
talvez não atinja mais do que 2% ou 3% do rendimento
das pessoas”, defendeu. Rosenfield acrescentou que é necessária
uma reforma gerencial no governo, para que haja um gasto
menor. “O papel do governo está em criar políticas
que promovam melhorias na economia. O desenvolvimento e a
melhoria das condições sociais será conseqüência”,
aponta. O filósofo defende que a forma de atuação
do governo, inchando a máquina pública estatal,
impede o desenvolvimento da sociedade e de suas responsabilidades.
No último dos três workshops, A história
do subdesenvolvimento brasileiro, o escritor Eduardo Bueno
e o historiador e escritor, Voltaire Schilling, falaram sobre
o processo de subdesenvolvimento do nosso país. Bueno
destacou alguns pontos da história de colonização
do Brasil, como toda importância do pau-brasil e, também,
a relação desses pontos com o não desenvolvimento. “O
pau-brasil era a única coisa aparentemente rica do
país, foi a primeira metrópole estatal, e deu
ao Brasil grandes chances de troca mercantil, que ele não
aproveitou como poderia”, conta ele. Segundo o escritor,
o fato de sermos brasileiros deve-se unicamente ao pau-brasil. “Teríamos
de ser brasilienses, pois brasileiros eram os que exploravam
a única riqueza que tínhamos”, finalizou.
Voltaire Schilling fez uma comparação do Brasil,
como país subdesenvolvido, com os EUA, como primeira
potência mundial, com o objetivo de questionar o motivo
do nosso país não ter obtido tamanho sucesso. “O
que percebo é que sempre tivemos e ainda temos um
enorme complexo de inferioridade, que Portugal nos deixou
e ainda hoje permanece”, explica.
Por: Enfato Comunicação Empresarial

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