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Ricardo Ranzolin
Saudamos as autoridades aqui presentes e a todos que vieram
confraternizar conosco nesta noite, nossos associados, parceiros
e amigos do Instituto Liberal do Rio Grande do Sul, especialmente
aqueles que viajaram de outros locais do país e do exterior
para estarem aqui conosco.
Para aproveitar bem esta oportunidade
em que nos reunimos vamos iniciar apresentando ao menos algumas
das atividades do IL-RS, porque nem todos sabem o que o IL
vem fazendo, e há muita curiosidade a respeito. Depois vamos
destacar a importância de um think tank, e, ao final, faremos
os agradecimentos aqueles que tornaram possível esta gestão
que encerra hoje.
Quanto às atividades do IL-RS, a primeira
que destacamos é o CURSO DE LAW AND
ECONOMICS (Direito e Economia) PARA MAGISTRADOS. Esta nova disciplina, denominada ‘Law
and Economics’, já rendeu dois prêmios ‘nobéis’ aos seus principais autores,
e se dedica a investigar a importância das instituições, e, em especial, o reflexo
das decisões judiciais no plano econômico. Embora sua importância, esta disciplina é totalmente
desconhecida nos cursos superiores regulares do Brasil.
Nós iniciamos este curso
em 1995. Ele ocorre anualmente, e este ano realizaremos
sua 9ª edição; já é algo consolidado portanto. O curso é exclusivo para juízes
da ativa. É realizado em parceria com a ESMAFE, a Escola da AJURIS e a UNISINOS.
O retorno é o melhor possível. A nota média dada pelos próprios juízes avaliando
vários quesitos do curso é de 9,7 Somados, mais de 150 juízes já freqüentaram
o curso, inclusive um ministro do Supremo Tribunal Federal.
A segunda atividade
que destaco é o ‘CURSO DE LIDERANÇA’. No ano passado fizemos
a primeira edição. Ele é feito em pareceria com a Fundação Irmão José Otão. As
aulas ocorrem na PUC aos sábados de manhã. É um curso que coloca os alunos diante
de senadores, empresários consagrados, phds, líderes que abordam temas capitais
para liderança que não são tratados nas universidades.
O curso marcou também a
formação do NEVM – Núcleo de Estudos Visconde de Mauá,
que é o núcleo jovem do Instituto Liberal, formado por vinte estudantes universitários.
Foram eles que administraram o CURSO DE LIDERANÇA, o IL apenas apoiou com recursos
e trabalho de secretaria. Para quem faz uma visão de longo prazo, o NEVM é talvez
o que haja de mais precioso hoje no Insituto, por que é a fonte de renovação
da entidade. Tanto é assim que parte de seus membros já foram convidados pelo
Sérgio Lewin (presidente que toma posse hoje) para compor a nova diretoria do
IL.
Outra ação do IL-RS é o ‘CICLO DE DEBATES PARA ENTENDER O BRASIL’. O objetivo
do Ciclo era levar temas e palestrantes qualificados aos espaços culturais da
cidade: os centros culturais, os teatros e universidades. Aliás, aqui em Porto
Alegre, estes locais e a própria palavra cultura quase que se confundia com uma
certa corrente de pensamento.
Esta ação foi feito em parceria com outras entidades,
que hoje somam já 19 entidades
representativas engajadas.
Fizemos a primeira edição do Ciclo no Teatro do IPE,
sobre democracia.
Depois a segunda edição foi sobre as causas e soluções para
o problema da miséria,
este foi realizado na Reitoria da UFRGS, teve cerca de 600 pessoas. E foi durante
o Fórum Social Mundial de 2002.
Depois, sobre Reforma Agrária na PUC, e Depois
no auditório da FARSUL, enfocando
o pensamento de Antoni Gramicsh. E a agora já programado para o segundo semestre,
pegando carona no ‘Dia da Liberdade de Impostos da ACLAME’, vamos discutir a
questão tributária no país.
OS COLÓQUIOS DO IL-RS - Os colóquios decorrem de uma
parceria que muito nos orgulha com o Liberty Fund, um dos maiores think tanks
americanos. O fundador do Liberty
Fund, hoje já falecido, acreditava que o incremento do conhecimento entre as
pessoas era a chave da sobrevivência da liberdade. Ele também acreditava que
os modelos convencionais de ensino em que um professor ‘de cima’ ensina alunos ‘abaixo’ era
muito menos eficiente do que a promoção do debate entre iguais. Assim, ele tratou
de difundir a organização de colóquios, que nada mais são do que um espaço para
debates entre um público pequeno, no máximo 15 interessadas no tema, em que se
discute uma obra, um livro, que é previamente lido por todos os convidados. Geralmente
obras de filosofia, economia, ciência política – e se aprende muito mesmo. Já fizemos
15 colóquios juntos com o Liberty Fund e estamos renovando esta parceria, onde
poderemos realizar até 7 colóquios deste tipo por ano, que geralmente são feitos
em Gramado.
Esta parceria nos inspirou a também fazermos colóquios com recursos
próprios,
focados exclusivamente em autores clássicos, como Tocqueville, Hayek, Shcopenhauer;
e no público jovem. Já realizamos 11 colóquios com jovens, neste formato aqui
em Porto Alegre, onde temos reunido em média 90 pessoas em cada encontro. São
colóquios simultâneos em nove salas, com 10 participantes em cada uma.
Como todo
trabalho de educação, é um trabalho de longo prazo, mas podem crer
que isto está formando um elite preparada, que é tudo que nosso país precisa,
conhecedora, pelo menos, do conteúdo das obras clássicas da nossa civilização.
LIVROS
- Como é que um país vai ter conhecimento, vai ter informação, sem livros?
Bom a edição e venda de livros foi a atividade única do IL-RS quando foi fundado
e hoje é apenas uma de suas atividades.
Além de mantermos biblioteca pública na
nossa sede, nestes últimos dois anos
vendemos mais de 2.500 livros, e, recentemente, implementamos sistema de vendas
pela internet.
Quanto à edição de livros, nosso trabalho culmina agora com a recente
edição
da coleção Liberty Classics, feita em parceria com o Liberty Fund e a Top Books,
onde serão editadas anualmente 10 obras clássicas e de pensadores de vanguarda,
inéditas em português, ao ano, sendo que a primeira leva destas obras se encontram
já nas livrarias de todo o país com o selo da Top Books.
Outra ação fundamental no que se refere a difusão de livros, é aquela que denominamos ‘Biblioteca
Aberta’, que consiste na doação de um pacote de 160 livros para 200 bibliotecas
públicas, de Escolas e de Universidades em diversas cidades de todo o Rio Grande
do Sul. Este projeto recebeu aprovação prevista na Lei de Incentivo a Cultura,
de modo que as doações que recebermos para custear estas doações tem 100% de
desconto no imposto de renda para pessoas físicas e jurídicas.
O SITE - Destaco
também a qualidade de nosso site na internet, que concentra
praticamente tudo que é possível sobre o liberalismo, além de fazer links para
os principais Institutos do mundo, tudo devido a um trabalho abnegado da Margaret
Tse. Não foi a toa que recebemos prêmio internacional da Atlas Foundation pela
qualidade do site, outra instituição internacional prestigiadíssima que vem sendo
uma grande parceira do Instituto Liberal.
OUTROS - Há também uma ação intensa
dos associados que escrevem artigos para os jornais e participam de programas
de rádio e televisão. Há ainda uma ação
dirigida do Instituto no sentido de apoio, financiamento e divulgação de projetos
de outras entidades.
Outros projetos de vulto estão em estágio avançado, mas como
ainda estão na fase
de projeto, eu não tratarei aqui, ficaremos só no que foi realizado. Destaco
nesse sentido o Concurso de Monografias, e, o Estudo de apoio governamental para
adoção de programas de vaucher educação.
Passamos agora a fazer uma breve reflexão
com os senhores SOBRE A IMPORTÂNCIA
DE UM THINK TANK COMO O IL-RS.
O Brasil sempre careceu de uma participação efetiva da sociedade civil na condução
de seus destinos. Historicamente a população vem assistindo os governantes decidirem
os rumos do país.
Hoje quem detém o poder, agora em que vivemos tempos de democracia,
são os políticos, é a
classe política. Já foram os militares, já foi o imperador, já foi aristocracia
rural, mas hoje, são os políticos.
Hoje é a eles, aos políticos, que jogamos a
culpa pelo estado de coisas no nosso
país. E de novo, creio que estamos nos enganando, porque a culpa pelas nossas
mazelas é exclusivamente da nossa omissão.
A carga de atribuições e responsabilidades que normalmente jogamos sobre a classe
política é absolutamente impossível de ser suportada por ela. Em qualquer país
a classe política é composta por pessoas dotadas de uma boa dose de carisma,
que tem muita capacidade de comunicação, muita capacidade de liderar e de diagnosticar
os anseios da sociedade e se colocar em sintonia com ela. Os políticos tem de
estar sempre em campanha. E repito, isto não é aqui é em qualquer lugar do mundo.
Estive recentemente na Espanha, os premier Aznar trabalhava sempre para se manter
no poder.O Pres. Bush, a mesma coisa. Todos tem de usar grande parte de seu
tempo para se manter no poder.
A diferença em relação aos países mais desenvolvidos é que aqui no Brasil esperamos
que os políticos sejam eles próprios os autores das soluções para o estabelecimento
da ordem institucional e dos projetos de governo. Não. Os políticos são leitores
destas soluções que são produzidas não pela classe política. É a classe letrada
do país, a intelectualidade, as academias, sobretudo as academias, as universidades,
em última análise, que têm este encargo.
Vou dar um exemplo. A ex- primeira ministra Margaret Thatcher, que adotou práticas
políticas vitoriosas duradouras em seu país. Não só manteve seu partido quase
quinze anos no poder como quando a oposição retomou o governo, só se elegeu porque
assumiu quase todas as idéias e as práticas preconizadas pela Mrs. Thatcher.
Pois bem, é interessante verificar como foi a carreira da Sra. Thatcher. Ela,
no início, não era uma liberal. Ela se tornou uma liberal quando as idéias, as
soluções pregadas pelo liberalismo se difundiram pelas universidades da Inglaterra.
Quando políticas públicas de cunho liberal foram estudadas e gestadas nas universidades
de economia, direito, administração. Quando os valores, a ética do liberalismo
foi resgatada pelas faculdades de filosofia. A Teacher foi só uma intérprete
que se encantou com tudo isto, adotando este valores como suas bandeiras de campanhas
políticas, que ela, com muita acuidade observou conduziria a pregações coerentes
e vitórias políticas.
O que eu quero dizer é que a Mrs. Thatcher não foi a autora das plataformas filosóficas
ou de gestão do liberalismo que defendeu. E nem poderia ser. Ela é só uma política
ocupada e preparada para alcançar e exercer o poder. Na história da renovação
acadêmica do liberalismo está um instituto, até muito parecido com o IL-RS (e
com o qual o il mantém relações hoje – o iea – institute of economic affairs),
que foi o responsável na década de 50 e 60, e o é até hoje, pela ação junto a
todas as universidades e demais círculos acadêmicos, no sentido da retomada e
renovação do liberalismo. O fenômeno Mrs. Thatcher, em si, foi só a ponta daquele
iceberg.
Aqui no Brasil nós não podemos esperar que os políticos sejam os autores dos
valores, dos projetos, das soluções e até mesmo da difusão e formação das consciências.
Os políticos só podem ser os intérpretes das consciências.
E a mais importante consciência começa pela própria descoberta e respeito aos
valores mais elementares que a humanidade construiu ao longo dos anos. Que, no
plano da ciência política se refletem nos valores ínsitos na democracia e no
liberalismo. Bom, a democracia é um grande avanço, porque nela o poder não é mais
concentrado em uma pessoa só. Como era na aristocracia, na monarquia. As decisões
têm de ser tomadas pela maioria. É um avanço muito importante. Mas ainda a maioria
pode ser tão despótica como um só mandante.
Às vezes se dá muita importância à democracia. Mas o liberalismo, que se fala
pouco é ainda mais importante. Para ilustrar isto eu dou um exemplo, já repeti
não sei quantas vezes, Mas depois que eu li a biografia do Churchil e soube que
ele sempre que ficava repetindo e martelando as mesmas coisas. O Dr. Jorge aqui
também, eu passei a me dar o direito de repetir.
O exemplo é o seguinte. Estamos aqui em um assembléia, cerca de 400 pessoas,
e eu vou levar uma questão à votação. Me desentendi agora a pouco com o meu sucessor,
o Sérgio Lewin (de brincadeira é claro), e levo a esta assembléia a proposição
de cortarmos o braço esquerdo do Sérgio. Daremos a ele a oportunidade de se manifestar,
de livremente fazer sua campanha em favor de seu braço, de votar, enfim. Mas
ao final, por 399 votos a 1, nós deliberamos o corte do braço do Sérgio (só ele
votou em seu favor).
Ora, esta decisão respeita integralmente o princípio da maioria, que é a base
da democracia. E ela não foi suficiente para evitar o corte do braço do Sérgio.
E a maioria numa sociedade maior pode deliberar que se matem os negros, que se
matem os judeus, que as mulheres fiquem sem estudo e sem atendimento médico,
como no Afeganistão. É o liberalismo, e não a democracia, que contém o conjunto
de valores que geram direitos conferindo respeito integral a todos os indivíduos,
indistintamente. Todos os seres humanos passam a ter sua vida inviolável, seus
bens, sua liberdade, ninguém pode ser morto, maltratado, escravizado, ou espoliado
pela vontade mesmo da maioria.
Nós não nos damos conta. Mas nos 500 anos de Brasil estes valores mínimos, da
democracia e do liberalismo, que são os valores mais caros da civilização, foram
coisa rara. E a nossa herança não é para menos. Vejamos os países que mais nos
influenciam. Portugal, teve um Zalazar até 1974. A Espanha teve um Franco, também
com fim na década de 70. A França, teve um De Gaule, até agora muito pouco. A
Itália o fascismo de Mussolini. E a Alemanha, o Nazismo, gerador do holocausto
e das piores barbáries que a humanidade conheceu. De outro lado, mais da metade
do mundo se envolveu com as ditaduras igualmente bárbaras do socialismo. Morreram
milhões na União Soviética, na China, e nos demais países da cortina de ferro
pelo simples fato de serem contra os governantes instalados. E ainda hoje morrem
em Cuba, na Coréia do Norte.
Temos de ter consciência de que o valor do liberalismo,
esta boa nova que surgiu
nos últimos séculos e que é o primeiro passo para que uma ordem social possa
gerar um patamar mínimo de humanidade, civilização e desenvolvimento, ainda tem
pouca difusão em nosso país.
Este é o principal compromisso e o principal papel do Instituto Liberal do Rio
Grande do Sul, agora quase já Instituto Liberdade.
Na Alemanha, após a segunda guerra, eles se perguntaram como involuiram até àquela
barbárie do nazismo. E a resposta que encontraram é que faltaram institutos com
o mesmo papel que o IL aqui desenvolve. Hoje o governo alemão não só isenta de
impostos institutos e fundações com tais objetivos como dedica parte substancial
de seu orçamento público para seus financiamentos.
Assim, concluímos dizendo que temos reconhecer que a culpa pela maior difusão
acerca destes valores mínimos – do liberalismo e da democracia - em nosso país é nossa.
E o IL-RS é o hoje um centro capacitado de articulação para aglutinar quem estiver
disposto a colaborar, seja com seu trabalho, seja com doações em pecúnia, seja
com indicações, seja com relacionamentos.
A MUDANÇA DE NOME DA ENTIDADE
A mudança do nome serve exclusivamente a uma estratégia de comunicação. Não há nenhuma
alteração na linha de pensamento, na linha ideológica, ou nos programas e projetos
do instituto.
A palavra liberal hoje, é associada imediatamente à política-partidária. Mais
de um partido político adotam esta denominação. Um deles, inclusive, o PL, tem
um logotipo quase idêntico ao do Instituto Liberal. Como a ação da entidade
não se dá na arena política, mas sim na arena cultural e acadêmica, o nome vinha
confundindo nossas iniciativas com ações partidárias. Também nas nossas relações
internacionais, se formaram confusões, pois a palavra ‘liberal’ nos Estados Unidos
tem significado oposto ao que tem no Brasil.
A troca do nome é uma decisão amadurecida e refletida. Ela vem sendo debatida
entre os associados desde a gestão do Carlos Souto, sendo a mudança afinal decidida
em assembléia congregando todos os associados da entidade.
O novo nome ‘liberdade’, que é um substantivo, com conteúdo positivo, que resume
até com mais fidelidade os valores que nos guiam, foi praticamente uma decisão
de consenso.
A relação com os demais ILs do país, especialmente os maiores, o IL-RJ e o IL-Brasília,
que manterão o nome de instituto liberal, também em nada muda. Se mantém a mesma
identidade, afinidade e operação conjunta e combinada.
A nova logo marca é um trabalho profissional e capacitado da GAD DESIGN, a cujos
dirigentes e funcionários agradecemos profundamente.
AGRADECIMENTOS FINAIS
Como reconhecimento final de tudo que recebi do IL-RS, trago primeiro a memória
do saudoso Donald S. Júnior, que foi o precursor de todo este movimento. O fundador
dos ILs no Brasil. O seu envolvimento direto (ele mesmo sendo um empresário ocupado,
se dava o trabalho de traduzir pessoalmente os livros – e dizia, eu tenho de
fazer isto, para deixar para os meus filhos para os meus netos), é um exemplo
para todos nós.
O Dr. Jorge, aqui no Rio Grande do Sul e no Brasil. Sem a sua visão e sua ação
e seu apoio incondicional ao IL-RS não estaríamos aqui esta noite.
Quero agradecer aos funcionários do IL-RS, ao Augusto e a Sônia, Quero destacar
a nossa gerente executiva, Inês, que foi além de simplesmente realizar suas atividades
profissionais.
A nossa assessoria de imprensa, realizada de forma competente
pela Eliana Camejo.
Faço também agradecimento especial ao Leônidas Zelmanovitz e ao Cândido Prunes,
pela grande contribuição que deram e, aliás, sempre deram, e aos demais membros
da Diretoria, Alfeu Monteiro, André Burger, André Loifermann, Carlos Souto, Cláudio
Spalter, Cristiano Carvalho, Daniela Tumelero, Frederico Lanz, Henri Shazan,
Kleber Boelter, Marcelo Müller, Margaret Tsé, Ricardo Chaves Barcellos, Werner
Bing, Wilson Ling, Ademar Xavier e Pedro Chagas (que reescreveu o novo estatuto
do il).
O Sérgio Lewin, foi alguém que conheci no iee e depois no IL, e que se tornou
meu grande amigo e depois ainda meu sócio. Outra grande recompensa de se envolver
em um think tank, são as relações que se constroem ao longo do caminho. É com
muita honra e satisfação que eu transmito o cargo a ti Sérgio e te desejo as
melhores realizações.
Antes de passar imediatamente a palavra ao novo presidente, Sérgio, convido aos
membros da Diretoria atual e da nova Diretoria para juntos, aqui no palco, descerrarmos
a placa com o novo nome e novo logotipo do agora, então, Insituto Liberdade.
Ricardo Ranzolin - Ex Presidente Instituto Liberal

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