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Edição Nº 51 - 22 de Junho de 2004

Palavra do Presidente

SE PAGA O TRIBUTO, MAS QUAL O MEU LUCRO?

Os impérios da Antiguidade se formaram e se mantiveram por conta da cobrança de tributos. Grécia e Roma ocuparam destaque na era clássica pelo mesmo motivo: a força militar nada mais era do que a conquista e a manutenção do direito da cobrar tributos.

A história do Brasil nasce exatamente dessa desproporção entre tributo e benefício. E continua até hoje como na época Colonial, onde foi simplesmente organizado um sistema de tributos que daria para as despesas. Depois existiram pessoas como Felipe Santos e Tiradentes que pagaram com a vida a luta contra aquilo que chamavam de voracidade do fisco. Mas de nada adiantou olhar para a história.

Hoje em dia, a maioria dos consumidores se quer sabe quais tributos está pagando quando adquire alguma coisa e menos ainda quais os seus fins. A complexidade legal, adicionada ao constante aumento do tributo, propicia uma fatalidade maior ainda que é a sonegação. Esta, por sua vez, gera a baixa produtividade, o que é fundamental para se entender como alguns paises enriquecem e outros ficam para traz.

A constante necessidade das instituições em obter maiores recursos através do aumento do tributo denota uma preocupação enorme com relação à instabilidade em que se encontram. Isso porque o crescimento das virtudes de uma sociedade é conseqüência das instituições. Elas estando mal, a sociedade também estará.

A boa noticia é que os indivíduos, empresários e colaboradores, estão iniciando um movimento de conscientização da sociedade de todos os malefícios que este excesso de tributos gera. Estão tomando atitudes para que se fortaleçam as instituições e, conseqüentemente, voltem as virtudes.

Lars Knorr
Presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE)
18 de junho de 2004

 

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