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SE PAGA O TRIBUTO, MAS QUAL O MEU LUCRO?
Os impérios da Antiguidade se formaram e se mantiveram por
conta da cobrança de tributos. Grécia e Roma ocuparam destaque
na era clássica pelo mesmo motivo: a força militar nada mais
era do que a conquista e a manutenção do direito da cobrar
tributos.
A história do Brasil nasce exatamente dessa desproporção
entre tributo e benefício. E continua até hoje como na época
Colonial, onde foi simplesmente organizado um sistema de
tributos que daria para as despesas. Depois existiram pessoas
como Felipe Santos e Tiradentes que pagaram com a vida a
luta contra aquilo que chamavam de voracidade do fisco. Mas
de nada adiantou olhar para a história.
Hoje em dia, a maioria
dos consumidores se quer sabe quais tributos está pagando
quando adquire alguma coisa e menos ainda quais os seus fins. A complexidade
legal, adicionada ao constante aumento do tributo, propicia uma fatalidade maior
ainda que é a sonegação. Esta, por sua vez, gera a baixa produtividade, o que é fundamental
para se entender como alguns paises enriquecem e outros ficam para traz.
A constante
necessidade das instituições em obter maiores recursos através do
aumento do tributo denota uma preocupação enorme com relação à instabilidade
em que se encontram. Isso porque o crescimento das virtudes de uma sociedade é conseqüência
das instituições. Elas estando mal, a sociedade também estará.
A boa noticia é que
os indivíduos, empresários e colaboradores, estão iniciando
um movimento de conscientização da sociedade de todos os malefícios que este
excesso de tributos gera. Estão tomando atitudes para que se fortaleçam as instituições
e, conseqüentemente, voltem as virtudes.
Lars Knorr
Presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE)
18 de junho de 2004

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