Edição Nº  76 | 21 outubro, 2008    
 
 
Os limites do poder do Estado
 
Nesta nova edição da Revista Leader, abordamos o tema "Os limites do poder do Estado". Esse é um dos temas mais caros a quem se dedica ao estudo da política e, em especial, ao das liberdades.

O que vemos hoje na disputa política, particularmente na brasileira, são muitas pessoas fugindo desta questão: "Qual, afinal, deveria ser o papel do Estado em uma sociedade?". Poucas dizem claramente qual acreditam que deva ser esse papel.

Normalmente vincula-se a atuação do Estado à garantia dos direitos dos indivíduos. Temos aí, entretanto, outra questão que poucas vezes é respondida: "Quais são os direitos das pessoas?". Sabendo que atrás do direito de um vem a obrigação de outro, fica a dúvida.

Com isso, são criados temas genéricos e pouco objetivos, pois responder às questões acima normalmente não é fácil: exige bastante estudo e muito raciocínio. Daí termos na nossa sociedade termos genéricos, como justiça social, direito à cidadania, sentido nacional e atitudes republicanas, que todos lemos diariamente, embora sem saber exatamente do que se trata.

As sociedades que testaram modelos de onipresença do Estado fracassaram, ou ainda fracassam, como nos casos de Cuba e da Coréia do Norte. Outras, que deixaram os indivíduos mais livres, prosperaram, tendo um maior desenvolvimento.

Esse é um dos tantos temas que gostamos muito de estudar no IEE. Como temos um ambiente para discussões, discordamos entre nós em alguns pontos, mas normalmente nossos estudos indicam o que já foi afirmado acima: há uma forte correlação entre baixa interferência estatal e maior renda da população.

Boa leitura!


Rafael Sá
Presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE)
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