Brasil ocupa a 98ª posição no Índice de Qualidade Institucional 2009 divulgado, em Porto Alegre, pelo IEE e IL
O autor do estudo e diretor do Centro de Investigaciones de Instituiciones y Mercados de Argentina (CIMA), Martín Krause, apresentou o Índice de Competitividade, em que o Brasil se destaca, mas deixa muito a desejar em relação à taxa de impostos.
O Brasil ocupa a 98ª posição no ranking do Índice de Qualidade Institucional 2009, divulgado, pela primeira vez em português, pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e o Instituto Liberdade, em coletiva à imprensa. O autor do estudo e diretor do Centro de Investigaciones de Instituiciones y Mercados de Argentina (CIMA), Martín Krause apresentou os índices e a posição ocupada pelo Brasil. Em 2008 o Brasil estava em 91º lugar. A Dinamarca ocupa o primeiro lugar, seguida pela Suíça. No continente americano o Canadá lidera, seguido dos Estados Unidos. Na América do Sul, o Chile lidera, sendo o 24º no ranking geral.
Organizado pela International Policy Network (IPN- Londres), o Índice avalia oito indicadores: Voz e Prestação; Estado de Direito; Liberdade de Imprensa; Corrupção; Fazendo Negócios; Competitividade; Liberdade Econômica medida pelo Instituto Fraser e também medida pelo índice WSJ/ Heritage (Wall Street Journal e Heritage Foundation). Fraser; e WSJ Heritage.

Martin Krause afirmou que, dos oito índices avaliados no estudo, o Brasil tem posição destacada no Índice de Competitividade, onde ocupa a 56ª posição, mas tem um péssimo desempenho em relação aos impostos, ocupando o 150º lugar. "Em termos de estrutura, inovação e competitividade, o Brasil tem seus melhores resultados. No entanto, a carga tributária é muito alta (cerca de 40% ao ano), a burocracia ainda impera. Leva-se no Brasil ou na Argentina, 120 dias, em média, para abrir uma empresa. Na Austrália, por exemplo, em um dia é possível abrir um negócio", salientou Krause. Ele afirmou que a queda do País em sete posições deve-se à entrada de novos países no estudo.
O diretor também opinou sobre a possível entrada da Venezuela no Mercosul. "Para ingressar na União Européia, é necessário que os países produzam, façam muitas coisas. Já para ingressar no Mercosul, não há critério, pois a Venezuela não melhora em nada, e mesmo assim, está pleiteando sua entrada no Mercosul", ressalta. Krause vê potencial no crescimento do Brasil. Se a China cresce 9% ao ano, o Brasil tem capacidade para crescer tanto quanto o país asiático", destaca.

O presidente do Instituto de Estudos Empresariais, Leonardo Fração, afirmou que devem ser delimitados os poderes dos governos. "Aproximadamente 40% do que ganhamos em um ano vai para o governo, que decide o que fazer, muitas vezes equivocadamente, com toda esta verba pública. Só gerenciamos 60% dos nossos salários", enfatiza Fração. Ele acredita que Estados Unidos e Canadá, que estão entre os 10 países melhores colocados, ocupam esta posição devido à cultura e à educação da sua população.
O Índice de Qualidade Institucional tem como objetivo investigar a relação entre a força das instituições locais e as liberdades econômicas, sociais e políticas. O indicador demonstra que os governos à procura de crescimento e estabilidade devem apoiar instituições fortes que protejam as liberdades econômicas e individuais.
